10.2010
NOVO MOTOR 1.6 DCI: CONCENTRADO DE TECNOLOGIAS AO SERVIÇO DOS CONSUMOS E DAS EMISSÕES DE CO2


A Renault ambiciona ser pioneira na mobilidade duradoura para todos, de forma a manter o automóvel como um instrumento de liberdade ao serviço do maior número de pessoas. Nesse sentido, a Renault tem como objectivo colocar-se na liderança dos construtores automóveis europeus em matéria de emissões de CO2 graças:
• À melhoria constante dos elementos fundamentais do veículo : massa, aerodinâmica e perdas de energia.
• À introdução de novas tecnologias nas motorizações térmicas e nas transmissões convencionais.
• A uma aposta sem precedentes em veículos 100% eléctricos e de “zero emissões” na utilização.

Apresentado no recente Salão de Paris 2010, o novo dCi 130 é um motor diesel de 1.600cc de cilindrada que irá, progressivamente, substituir o actual 1.9 dCi. Graças à aplicação de soluções tecnológicas inovadoras, o novo 1.6 dCi 130 é responsável por uma diminuição significativa das emissões de CO2 (cerca de 30g/km em relação ao 1.9 dCi) e por uma redução dos consumos na ordem dos 20%. A Renault acrescenta à sua estratégia de “downsizing” da cilindrada, um conjunto de tecnologias raras neste nível de motorizações: Stop & Start, EGR de baixa pressão, Energy Smart Management, Swirl Variável.


Este novo grupo motopropulsor possui uma potência idêntica à do antecessor 96 kW (130 cv) e um binário de 320 Nm.


O 1.6 dCi 130 será comercializado na primavera de 2011 e irá equipar, no início, os monovolumes da família Mégane. Equipado com este motor, o Renault Grand Scénic terá um consumo de 4,5l/100km e emissões de CO2 de 119 g/km.

Aplicação do princípio de downsizing:
O downsizing foi obtido através de uma diminuição do curso dos pistões e do conjunto das peças móveis. O volume varrido no cilindro é inferior, o que permite reduzir a quantidade de combustível consumido em cada ciclo. Os desempenhos são mantidos pela melhoria da sobrealimentação.
O downsizing permite, sozinho, reduzir as emissões de CO2 em cerca de 6% face ao motor anterior.


Um concentrado de novas tecnologias


O 1.6 dCi 130 integra um elevado número de dispositivos que permitem a redução, muito significativa, das emissões de CO2 e do consumo de combustível:


EGR (Exhaust Gas Recirculation) de baixa pressão: A Renault vai ser o primeiro construtor generalista a introduzir, em massa, esta tecnologia no mercado europeu. Uma tecnologia que permite aumentar a taxa de re-circulação dos gases de escape, mantendo controladas a temperatura e a pressão da admissão. O EGR de baixa pressão consiste, assim, em recuperar, mais a montante, os gases libertados depois da passagem da turbina. Estes gases são refrigerados para serem de novo misturados com o ar e introduzidos a montante do turbo, para depois seguirem o circuito de refrigeração do ar até à câmara de combustão onde são, de novo, queimados. As emissões de dióxido de azoto são reduzidas de forma mais eficaz do que com um EGR de alta pressão, conservando um melhor rendimento do motor e reduzindo as emissões de CO2.

A tecnologia Stop&Start: Esta tecnologia será, progressivamente, estendida a futuras motorizações.


A tecnologia do swirl variável: Permite pilotar o turbilhão de ar na câmara, em função das condições de utilização do motor.

A bomba de óleo de cilindrada variável permite ajustar o débito de óleo em função das necessidades do motor e, como tal, limitar a energia consumida pela bomba.


O termo-management: Um sistema que permite acelerar a subida da temperatura do motor para diminuir os atritos (viscosidade do óleo).

A estratégia da multi-injecção: A adopção de injectores solenoides, da última geração, de 7 orifícios, capazes de gerar injecções muito curtas e múltiplas (até 6 injecções por ciclo) permitem gerir, de forma precisa, a combustão em benefício dos consumos, emissões poluentes e acústica. Esta multi-injecção é igualmente utilizada para optimizar o carburante necessário para regenerar o filtro de partículas. Uma tecnologia que permite reduzir as emissões de CO2 e incrementar os períodos de utilização entre mudanças de óleo.


ESM (Energy Smart Management): Trata-se de um sistema de recuperação de energia aquando da desaceleração/travagem que permite aliviar o motor, isolando o alternador, e utilizando esta energia nos momentos de menor necessidade de rendimento do motor. A tecnologia da bateria foi adaptada em consequência.

Devido ao elevado binário mesmo a baixo regime (80% do binário está disponível a partir das 1.500 rpm), as relações de caixa de velocidades foram optimizadas para optimizar o rendimento do motor, reduzindo as emissões de CO2 e os consumos de combustível.

No Renault Grand Scénic, os ganhos de CO2 associados (em relação ao motor 1.9 dCi):

 

 TECNOLOGIAS

 Ganhos CO2 estimados (%)

 Downsizing

 - 5,5 %

 EGR Baixa Pressão

 - 3 %

 Stop & Start

 - 3 %

 Swirl variável

 - 0,5 %

 Bomba de óleo de cilindrada variável

 - 1 %

 Thermo management

 - 1 %

 ESM (Energy Smart Management)

 - 3%

 Escalonamento da caixa de velocidades

 - 3%

 Total

 20%



Equipado com este motor, o Renault Scénic apresenta um consumo de 4,5l/100km e emissões de CO2 de 119g/km.

O futuro dCi 130 respeita a norma de emissões Euro 5 e está já preparado para a norma Euro 6. Com mais de 15 patentes Renault, este motor irá constituir o coração da gama do segmento C, nomeadamente na família Mégane, bem como uma motorização-chave para o segmento D e comerciais. Este projecto foi co-desenvolvido no quadro da Aliança Renault-Nissan e irá equipar, igualmente, alguns veículos da gama Nissan e, ao mesmo tempo, faz também parte da parceria estratégica entre a Aliança e a Daimler.

Características técnicas do motor 1.6 dCi 130

 

Família motor (Renault)R9M
Cilindrada (cm3)1598
Diâmetro x Curso (mm)80 X 79,5
Nº de cilindros/válvulas4 / 16
Relação volumétrica15,4 : 1
Potência máxima96 kW (130 cv) às 4.000 rpm
Binário máximo 320 Nm a partir das 1.750 rpm
Tipo de injecçãoCommon Rail
Caixa de velocidades associadaManual de 6 velocidades
Primeiras aplicações (veículos) em 2011 Modelos da Família Mégane