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MEIO AMBIENTE
bateria

11.2009 | A Aliança Renault-Nissan, o CEA e o F.S.I. assinaram, na presença de Christian Estrosi, Ministro com o pelouro da Indústria, uma carta de intenções sobre a criação, em França, de uma joint-venture para o desenvolvimento e produção de baterias para veículos eléctricos.

 

A Aliança Renault-Nissan, o Comissariado para a Energia Atómica (CEA) e o Fundo Estratégico de Investimento (F.S.I.) assinaram hoje, com o alto patrocínio de Christian Estrosi, Ministro com o pelouro da Indústria, uma carta de intenções que visa a criação de uma joint-venture que desenvolverá e produzirá baterias para veículos eléctricos.

 

A Renault, a Nissan e o CEA deverão investir neste projecto e, ao mesmo tempo, contribuir com a sua experiência tecnológica bem como com as infra-estruturas. No quadro do contínuo apoio e das políticas de promoção da mobilidade zero emissões dos poderes públicos Franceses, o F.S.I. juntar-se-á a este projecto com uma contribuição de cerca de 125 milhões de euros. De forma a
completar o necessário financiamento deste projecto, o Banco Europeu de Investimentos (B.E.I.)
aceitou estudar a possibilidade de conceder um empréstimo que poderá representar até 50% dos
280 milhões de euros dos valores totais de empréstimos necessários.

 

A joint-venture entre a Renault, a Nissan, o CEA e o F.S.I. concentrar-se-á na pesquisa avançada,
industrialização e reciclagem das baterias para veículos eléctricos e prevê iniciar a produção de baterias a partir de meio de 2012 na fábrica de Flins, situada a 30 km de Paris. A capacidade de produção estimada será de cerca de 100 000 baterias por ano, e o investimento para a primeira fase deste projecto está estimado em 600 milhões de euros.

As baterias produzidas pela joint-venture poderão ser vendidas a qualquer outro construtor automóvel. A Aliança Renault-Nissan utilizará as suas fábricas europeias de baterias situadas em França, Reino-Unido e Portugal para equipar os seus veículos eléctricos produzidos na Europa. A Renault tem a intenção de utilizar as baterias produzidas na fábrica de Flins na sua própria gama de veículos eléctricos e, nomeadamente, para o futuro modelo eléctrico que o Zoe Z.E. Concept prefigura e que será, também, produzido na unidade de Flins.


A joint-venture irá ainda desenvolver, nesta unidade, tecnologias de reciclagem de baterias contribuindo, também desta forma, para o respeito dos princípios de desenvolvimento sustentável.


Christian Estrosi, Ministro com o pelouro da Indústria, declara: «O desenvolvimento do veículo eléctrico corresponde, para o governo, a um grande desafio em duas vertentes: para o desenvolvimento sustentável, e um desafio estratégico para a nossa indústria automóvel que deve assumir o veículo eléctrico para garantir a sua competitividade no futuro. O envolvimento do Estado neste projecto é a tradução de uma forte convicção: a ecologia não é inimiga da indústria em geral e da indústria automóvel em particular mas, ao contrário, é o seu futuro.»


Segundo Carlos Ghosn, Presidente Director-Geral da Renault e da Nissan: «Para que possa exprimir todo o seu potencial, a mobilidade « zero emissões » necessita de uma colaboração única entre os sectores público e privado. Devemo-nos congratular pela visão e pelo compromisso dos poderes públicos Franceses, o CEA e o F.S.I. que investem, em conjunto com a Aliança Renault-Nissan, na mobilidade zero emissões.»


Bernard Bigot, Administrador Geral do CEA declarou : «Devido ao seu reconhecido know-how no domínio das energias de reduzidas emissões de carbono e nas tecnologias para o desenvolvimento sustentável, o CEA será um actor chave nos programas de I&D da joint-venture.
Os nossos parceiros poderão contar com o apoio total das equipas de pesquisa do CEA para acompanhar a sua ambição de serem líderes do mercado do veículo eléctrico
».

Gilles Michel, Director-Geral do FSI, declarou «Enquanto que, através do FMEA, o F.S.I. contribui para a estabilização e reforço dos fabricantes de equipamentos para automóveis, mostra também,ao  associar-se a este projecto de futuro para a indústria automóvel, que todo este sector pode ser um motor da futura competitividade do país.»

A Aliança Renault-Nissan
A Aliança Renault-Nissan, fundada em 1999, vendeu, em 2008, 6 090 304 automóveis e tem por  objectivo estar entre os três primeiros construtores automóveis mundiais no que diz respeito á qualidade, tecnologia e rentabilidade. Ao celebrar, este ano, o seu décimo aniversário, a Aliança está a desenvolver colaborações, com empresas e governos, para lançar, a partir de 2010, e comercializar em grande escala a partir de 2012,veículos eléctricos. Até ao presente foram já assinados mais de 30 acordos em todo o mundo.

O CEA
O CEA é um organismo público para a pesquisa que exerce as suas missões em três grandes domínios: as energias de reduzidas emissões de carbono, as tecnologias para a informação e a saúde e a Defesa e segurança. O CEA é um actor de grande importância nas actividades de pesquisa em toda a Europa e está fortemente implantado em todo o tecido industrial e económico. A partir dos seus laboratórios em Grenoble, o CEA está a desenvolver novas soluções no domínio das novas tecnologias da energia (NTE): tecnologias para transportes, energia solar e edifícios de reduzido consumo de energia, armazenagem de energia e anomateriais.

O F.S.I
É uma sociedade anónima, cujo capital é detido a 51% pela Caisse des Dépôts e a 49% pelo Estado Francês.
O F.S.I. é um investidor que, com os seus capitais próprios adquire participações minoritárias em empresa Francesas cujos projectos industriais criem valor e competitividade para a economia.